O Sermão da Montanha de Santo Agostinho

01/02/2020

Uma saudação de paz a você e a sua família! Hoje vamos compartilhar com você uma obra que nos permite compreender melhor o significado do Sermão da Montanha proferido por Nosso Senhor Jesus Cristo. A abordagem deste livro é um alento para alma, tendo em vista, a explicação detalhada que Santo Agostinho faz, ressaltando as Bem-Aventuranças, a partir das palavras do próprio Cristo. Desejamos oferecer a você, com esta publicação, as motivações necessárias, para que possa usufruir bem, não só desta resenha, mas da própria obra que estamos indicando através destas linhas. Boa leitura!

OBRA

Esta edição do livro "O Sermão da Montanha" de autoria de Santo Agostinho foi publicada em 2019 pela Editora Biblioteca Católica. Acompanha a obra uma breve biografia de Santo Agostinho. No decorrer do livro, Santo Agostinho desenvolve uma profunda catequese fazendo com que o leitor compreenda ensinamento que Jesus transmitiu aos seus discípulos no ato em que proclamou as Bem-Aventuranças no Sermão da Montanha. Podemos afirmar com segurança que esta obra cumpre dois papéis importantes na vida do cristão. No primeiro, ressaltando o seu caráter catequético e no segundo, o seu caráter espiritual.

ESTRUTURA

Esta obra, além do prefácio que narra a vida e obra de Santo Agostinho, está dividida em dois livros. O primeiro livro trata dos "preceitos que ensinam como mudar nossa vida". Este livro está subdividido em 23 capítulos. Já o segundo livro trata "das beatitudes que nos permitem ver a Deus". Este livro está subdividido em 25 capítulos. No primeiro livro, Santo Agostinho começa nos recordando que o sermão do Senhor fornece o modelo perfeito da vida cristã. Ele desenvolve a abordagem destacando o que significa a montanha, e, explicando em detalhes cada uma das Bem-Aventuranças proclamadas por Jesus Cristo. No segundo livro, Santo Agostinho começa nos propondo uma reflexão sobre a pureza do coração e conclui dizendo que quem observa as palavras que ouve, edifica sobre Cristo.

CONTEXTO

Santo Agostinho, pela graça de Deus, conseguiu escrever uma quantidade admirável dos seus ensinamentos. Entre essas escritas, destacam-se muitas catequeses, que tinham por finalidade o ensinamento dos valores evangélicos para o povo simples.

O livro sobre o Sermão da Montanha, foi escrito após a chegada de Santo Agostinho a Hipona, quando foi ordenado presbítero. Portanto, ler o livro sobre o Sermão da Montanha de Santo Agostinho, é ter a certeza de estar em contato com uma catequese que possui finalidade muito clara: colocar-nos no caminho do Céu!

CITAÇÕES

"Mansos são os que se conformam com a maldade e não resistem ao mal, mas vence o mal com o bem", (Pág. 7).

"Os que se convertem a Deus perdem as coisas que amavam neste mundo; não conseguem mais se alegrar com as coisas de que antes gozavam, e, até que não surja neles o amor para as coisas eternas, são feridos por muitas tristezas", (Pág. 8).

"Quão tolos são os que buscam ver a Deus com estes olhos exteriores, uma vez que Deus é visto com o coração, conforme está escrito: Buscai-o com simplicidade de coração (Sabedoria 1,1)", (Pág. 9).

"Assim como a luz só pode ser vista por um olho limpo, assim também Deus só será visto por aquele que tiver o coração limpo", (Pág. 9).

"Tendo-se constituído e firmado essa paz interior, quaisquer que sejam as perseguições exercidas desde fora por aquele que também foi lançado fora, elas aumentam a glória que é segundo Deus", (Pág. 10).

"Não basta sofrer o mal: é necessário tolerá-lo pelo nome de Cristo, não somente com paciência, e sim com exultação", (Pág. 19).

"Quem não adultera no coração, muito mais facilmente não adulterará no corpo", (Pág. 42).

"Há três tipos de pecado: no coração, na ação e no hábito, que são como três mortes: consentir com a concupiscência no coração é como morrer em casa; levar o consentimento a efeito é como morrer fora dos portões; deixar o espírito ser oprimido pelo peso do mau hábito é semelhante a estar apodrecendo no túmulo", (Pág. 45).

"Ama o inimigo, não na qualidade de inimigo, mas na qualidade de ser humano, desejando que lhe suceda o que deseja que suceda si mesmo, isto é, que, corrigido e renovado alcance o Reino dos Céus", (Pág. 53).

"Toda culpa deriva de uma fraqueza de espírito, pois não há homem mais inocente do que aquele perfeito na virtude", (Pág. 73).

"Só possui um coração simples e puro quem passa por cima dos louvores humanos e busca os olhos e o agrado do único que vê a consciência", (Pág. 104).

"Se procuras agradar os homens por que queres que te imitem, então deves fazer o bem não só diante dos fiéis, como também dos infiéis, para que, louvando as boas obras, honrem a Deus e entrem no caminho da salvação", (Pág. 108).

"Para obter o que queremos, devemos nos apresentaram diferentes de Deus, não com palavras para tentar convencê-Lo, mas com aquilo que temos no espírito, com nossa intenção mental, acompanhada pelo amor puro e o simples afeto", (Pág. 115).

"Não devemos desesperar da sabedoria que é concedida aos fiéis ainda nesta vida. Ela consiste em fugir, com extrema vigilância, daquilo que o Senhor nos manda fugir, e em buscar, com ardentíssima caridade, aquilo que o Senhor diz que devemos amar", (Pág. 139).

AUTOR

Santo Agostinho de Hipona, foi o patrono da ordem religiosa agostiniana e um dos responsáveis pela concepção do pensamento cristão medieval e da filosofia patrística. Foi bispo, escritor, teólogo, filósofo, além, de ter testemunhado acontecimentos históricos de primeira ordem, tal como o fim da antiguidade clássica e a invasão de Roma pelos visigodos.

Nascido em Tagaste, no dia 13 de novembro de 354, próximo a Hipona, na época províncias romanas do norte da África, Agostinho era descendente de berberes por parte de pai e mãe, contudo sua mãe se convertera ao catolicismo, enquanto o pai permaneceu pagão.

Agostinho, foi ordenado padre em Hipona, na Argélia, em 391. Nesse pequeno porto do Mediterrâneo, Agostinho foi Bispo Coadjunto, até ser nomeado bispo, em 397, quando passou a encarregar-se da missa diária duas vezes por dia, bem como da administração dos bens da Igreja e das questões de justiça local.

Para compreender, mesmo que em parte, a dimensão do apostolado deste santo, os estudiosos dividem a escrita das obras de Agostinho da seguinte maneira: as que foram escritas antes da sua conversão; as que vieram após sua conversão; as que escreveu em Roma; as que escreveu depois de voltar à África; as que escreveu após ser ordenado presbítero; as que escreveu após ser ordenado bispo e por aí segue com as demais obras do santo. O santo homem de Deus faleceu no ano de 430.

LIVROS

Apresentamos a seguir algumas das inúmeras obras de autoria de Santo Agostinho: O belo e o conveniente; Contra os acadêmicos; Sobre a vida Beata; sobre a Ordem; Solilóquios; Sobre a imortalidade da alma; Sobre a moral da Igreja Católica; Sobre o livre-arbítrio; Sobre o Gênesis contra os Maniqueus; Sobre a verdadeira religião; Sobre a vantagem de crer; Sobre o Sermão da Montanha; Sobre a Epístola aos Romanos; Sobre a Epístola aos Gálatas; Sobre a Mentira; Sobre a doutrina Cristã; As Confissões; Sobre a Natureza do Bem; Sobre a Trindade; Sobre a concordância dos Evangelistas; Sobre o trabalho dos monges; Sobre a visão de Deus; Sobre a Cidade de Deus; Sobre a fé, a esperança e a caridade; Sobre os cuidados para com os mortos etc. Estas são apenas algumas das inúmeras obras de autoria de Santo Agostinho, que certamente, "não se deve ser atribuída a faculdade humana e sim a virtude divina".

IMPRESSÃO PESSOAL

Este livro em particular, traz uma impressão positiva a partir da capa, onde temos o desenho de uma montanha, com uma árvore radiante fixada no topo e um caminho a ser percorrido em direção a árvore. Me chamou muito a atenção a clareza com que as ideias são desenvolvidas e apresentadas, tendo sempre como ponto de partida as citações do capítulo 5 do Evangelho Segundo São Mateus. Confesso que imaginava as obras de Santo Agostinho com um grau muito elevado para compreensão dos leitores do nosso tempo. Mas, não foi isso que constatei na prática. Além do Sermão da Montanha, já li o livro "A Natureza do Bem" e o "Comentário ao Evangelho e ao Apocalipse de São João" - tomo I, sendo que todos apresentaram uma linguagem de fácil compreensão, mantendo as chamas que incendiavam o coração desse santo quando ensinava o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

ENSINAMENTOS

Com esta obra, eu compreendi, o quanto é necessário considerar a PIEDADE e a PRUDÊNCIA, seja na leitura das páginas do Evangelho ou mesmo de um livro de espiritualidade. Esta é uma indicação do próprio Santo Agostinho, que diz: "Assim me parece - o modelo perfeito da vida cristã, no que diz respeito aos melhores costumes". Sendo exatamente esta, a prescrição de Nosso Senhor Jesus Cristo quando diz: "Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras, e as observa, será semelhante ao homem sábio, que edificou a sua casa sobre a rocha", Mt 7,24. Assim, somos chamados a interiorizar os ensinamentos evangélicos, na certeza de que, esta interiorização é parte da construção do nosso próprio ser: interior e exterior.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Estamos chegando ao final. Esperamos que as linhas que antecederam estas, tenham sido suficientes para despertar o seu coração para o encontro com obras desta natureza. Encontrar e perseverar no caminho do Céu, seguindo os passos dos homens e mulheres que disseram sim a Cristo, eis o nosso intento, eis a principal razão de estarmos aqui. Portanto, renovamos o nosso convite: conheça a Literatura Católica. Dê preferência a leitura de livros católicos. Que seja feita, em todo caso, a vontade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Santíssima Virgem Maria, rogai por nós! Santa Teresinha do Menino Jesus, intercedei por nós!

Por Daniel Jorge  

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